Praticidade e Economia: Marmitas Semanais

Olá pessoal, hoje venho trazendo um tema para vocês que há tempos estão me pedindo lá no Instagram: Marmitas Semanais / Congeladas que faço desde quando os pequenos iniciaram a ‘Introdução Alimentar’ e que facilitou muito a logística dos preparos aliada ao tempo de qualidade que sobra com a família, se estendendo a ela também com refeições prontas, a qualquer hora. Sem contar a economia que isso gera no orçamento mensal (maridos vão amar ler isso! risos!)

A maior dúvida que percebi é em relação a quantidade de insumos para realizar refeições em grande escala, assim, abaixo realizei parâmetros que funcionam por aqui, mas não são regras para todos e sim podem ser adequados para cada família.

Parâmetros para QUANTIDADE DE INSUMOS x QUANTIDADE DE REFEIÇÕES

Marmitas descartáveis
– podem ir ao microondas e ao freezer – de 500ml
– utilizo da marca ‘PraFesta’ (Não é publicidade) e já compro o pacote, mas quem puder ter de vidro, é melhor;
– Ou se você adquirir a marmita que vem com divisórias, é super interessante, só não utilizo, pois ocupa maior espaço no freezer.

2kg Carne de Panela: utilizo ‘Peixinho’ limpo
– rendem de 6 (sem legumes) a 10 (com legumes) marmitas, tudo vai depender se terá legumes ou não (nas quantidades de 2 cenouras, 3 mandioquinhas e 250g de vagem);

1kg Bife Fino – em média 8 filés – utilizo BabyBeef/Coxão Mole/Mignon – vario entre picadinho acebolado, strogonoff e grelhado;
– rendem em média 2 marmitas de strogonoff, 2 de bife acebolado e 2 de bife grelhado;

2kg de Carne Moída: utilizo ‘Patinho’ limpo 
– Muitas vezes divido em:
– 500g para almondegas – rendem várias bolinhas pequenas que podem ser ao molho ou não;
– 1kg para refogada e com legumes (cenoura e vagem) – rende em torno de 6 marmitas;
– 500g para Hamburguer Caseiro – rendem 4 unidades médias;
rendem em média 12 marmitas

1kg de Filé de Frango Grosso – em média, são de 4 a 5 filés
– Onde faço grelhado/airfryier ou em cubos (acebolados ou para frango xadrez ou para molho);
– É possível dividir a quantidade e fazer desfiado com tomate e cebola;
– rendem 2 marmitas de picadinho acebolado, 2 marmitas de grelhado ou xadrez;

5 unidades de Sobrecoxa: vario entre filé de sobrecoxa (quando está desossada) ou com osso;
– rendem a quantidade unitária de frango;

1kg de feijão: vario entre o escuro e o claro cozido e temperado,
mas fica a critério do costume de cada casa;
– rende em torno de 12 marmitas;

1kg de tomate maduro: utilizo o italiano
– rendem em torno de 4 potes de 500ml (aqueles redondos) de molho;

1kg de Couve Picada ou Escarola ou Espinafre
– rendem em torno de 8 marmitas;

1kg de Arroz: utilizo o integral, mas pode ser utilizado o branco ou outro
– rendem 20 marmitas;

500g – aprox. – de Purê de Inhame com Mandioquinha: utilizo 3 inhames e 5 mandioquinhas, por aqui preferimos este para congelar do que o de batata, salvo se utilizar batata doce com inhame, ambos feitos com água e não leite, refogados no tempero de alho e cebola;

500g de Peixe: utilizo Salmão, Saint Peter, Pescada Branca, Cação – em média são de 4 a 5 unidades;
– rendem a quantidade unitária de peixe;

1kg – aprox. – Seleta de Legumes
– rendem em torno de 12 marmitas, utilizo 6 cenouras médias (cortes em palito ou rodelas ou quadradinhos), 500g de vagem ou aquela bandejinha inteira, 1 brócolis, 1 couve-flor, meia acelga picada;

Montagem das marmitas (embalagem retangular):
1ª camada: feijão, purês, etc.
2ª camada: arroz, quinoa, etc.
3ª camada / lado a lado: vegetais – legumes, proteína, verduras, etc.

Imagens 01, 02, 03, 04: Como faço a montagem das marmitas. Via Arquivo Pessoal.

Outra observação é sobre o tamanho do freezer para armazenamento, posso dizer a vocês que meu freezer não é um super-master, mas eu consigo acomodar pelo menos 20 refeições em marmitas de 500ml na gaveta dele – fora as versáteis, que não é das maiores também. Acredito que organizando e encaixando as embalagens, vocês consigam ver uma quantidade bacana para fazer , sendo assim, planejar o mês ou X dias de vocês.

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Imagens 05: Organização na gaveta do Freezer. Via Arquivo Pessoal.

E sem dúvidas uma super salada para acompanhar, num pote ou marmita separada para tê-la fresquinha, com o esquema de tempero abaixo:

salada pote Nutri Renata EstevesImagem 06: Esquema para montagem de salada no pote. Via Pinterest – Nutri Renata Esteves.

IMPORTANTE!

1. Se tiverem alguma dúvida, podem me escrever que será super bacana poder ajudar ou se preferirem, tenho estas informações em planilha para envio,
2. Vale lembrar que se houver um acompanhamento do profissional, é para segui-lo, para restrições alimentares também, o intuito deste Post é orientar e não receitar dietas especiais.

Agora que os parâmetros de quantidades foram explicados, vou compartilhar com vocês algumas dicas que durante a experiência na cozinha e outras com ajuda profissional me fizeram aprimorar as técnicas:

DICAS

1. O que ajuda muito é deixar o feijão/lentilha cozidos, potinhos de ‘misturas’ como carne de panela, moída, molho com alguma proteína – para fazer com macarrão fresquinho, strogonoff, picadinhos de carne ou frango, entre outros e também, para emergência, arroz congelado separado em porção. Isso para que um dia ou outro, vocês não queiram descongelar uma marmita pronta para cada um ou até mesmo para visita e tenha uma outra opção;

2. Deixar os legumes cozidos al dente, pois o congelamento já os amacia;

3. Utilizar pouco sal (ou nada de sal nos legumes) e ajustar quando for realizar a refeição, pois o sal potencializa no congelamento,

4. Nas verduras refogadas, não utilizar sal, pois elas tendem a soltar água e podem deixar a marmita ‘aguada’.

Ufa! Como comentei, ia ser longo, mas com muita informação bacana, espero que gostem e que compartilhem também.

Com carinho,
Nathália.

 

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Seminário Internacional de Mães, em São Paulo!

Inciando mais uma semana, no primeiro dia de Outono, com o tempo já mudado, mais fresco – ufa! – e muitos projetos em andamentos, venho trazer maiores informações sobre a nossa mais nova parceria: a 3ª edição do Seminário Internacional de Mães!

Seremos BLOG parceiro nesta realização, pela primeira vez na cidade de São Paulo, não é o máximo? É um orgulho imenso poder participar junto a esse time, sem contar que vocês, meus leitores, terão benefício de adquirir o ingresso/passaporte com 10% de desconto com o código promocional ‘vidademamaearquiteta’, assim que clicar na imagem de divulgação na lateral direita do BLOG!

blog parceiroImagem 01: Blog Parceiro. Via Assessoria de Imprensa.

Vem cá que vou contar um pouquinho sobre ele para vocês:

Este evento nasceu em Belo Horizonte (MG) em 2014 com a ideia de ter um espaço de reflexão feminina, assim, na edição deste ano, em São Paulo, será discutido sobre as mudanças da maternidade na vida da mulher e seus dilemas, o ressalto é para a atenção e sobre como buscar um novo estilo de maternar e se sentir completa.

As organizadoras Ana Paula Menegatti e Flávia Fontes, duas mães empreendedoras que resolveram criar o Seminário, após assistirem um documentário sobre os tais dilemas, reforçando o quanto as mães se sentem culpadas ao saírem mais cedo do trabalho para jantar com os filhos ou quando optam por ficar com as crianças e acabam por abrir mão da carreira.

“Percebemos que muitas das nossas preocupações também tiravam o sono da maioria das mulheres. Portanto, para conseguir atender tanta gente, um evento pequeno não bastava. Tinha que ser ‘O’ evento materno”, ressalta Flavia.

E após as duas edições, foi confirmado o tamanho sucesso e os ingressos se esgotaram muito rápido, por isso a vinda a São Paulo, onde o espaço irá receber mais de mil de crianças de RN’s a sete anos e marcará a história do Seminário, ainda contando com dois realizadores: a TopMothers – que possui a maior audiência do segmento parenting do país – e a revista Canguru – que garante publicação gratuita sobre 1ª infância e é distribuída por escolas particulares de educação infantil.

Assim, os temas desta edição foram escolhidos com muita cautela e os palestrantes irão abordar questões como o dever da mãe de cuidar da própria saúde, o desenvolvimento infantil, controle das finanças e a participação dos pais na criação dos filhos. São eles:

                    Imagens 02, 03, 04, 05 e 06: O time de palestrantes do evento. Via Assessoria de Imprensa.

Então, já podem guardar aquele dia e horário na agenda para este encontro super bacana. Seguem as informações abaixo:

  • 3º Seminário Internacional de Mães
    www.seminariodemaes.com.br
    Quando: 06 de maio
    Horário: 08h às 18h
    Onde: Hotel Maksoud, São Paulo (SP), na Rua São Carlos do Pinhal, 424 – Bela Vista

                       Imagens 07 e 08: O time de palestrantes do evento. Via Assessoria de Imprensa.

Com a programação:

8h – Welcome coffee
8h30 – Abertura – Ivana Moreira, diretora da revista Canguru e colunista da CBN
8h45 – “Por que controlar as finanças é um ato de amor” – Mara Luquet
10h30 – Coffee break
11h – “Disciplina sem drama: como incentivar as mudanças de longo prazo no seu filho” Tina Bryson

12h30 às 14h – Horário livre para almoço
14h – “Cuidar da própria saúde, um dever de toda mãe” – Dr.Dráuzio Varella
15h30 – “O começo da vida: o que o documentário me ensinou” – Estela Renner
17h – Coffee break
17h30 – “Como trazer os pais para o jogo” – Marcos Piangers

Vai estar show! Espero vocês lá também!

Com carinho, 
Ná Pironato

 

 

Febre Amarela: um novo alerta!

Já está nos noticiários sobre o novo surto da Febre Amarela, o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman, nos dá dicas e algumas informações importantes sobre esta doença que já fora extinta do país, preocupando autoridades, médicos e a população. O controle da doença é fundamental com medidas eficazes fornecidas pelo governo.

“Caso contrário, é possível que tenhamos uma quarta epidemia no País”, afirma o médico ao se referir aos casos de dengue, chikungunya e zika.

 

Já temos 180 casos confirmados de febre amarela no Brasil, com a constatação de 65 mortes – maior marca registrada desde 1980, vale salientar que as estatísticas podem ser ainda mais alarmantes, pois há 751 casos em investigação. E o especialista ressalta que para reverter este cenário é fundamental a realização de um diagnóstico precoce em toda a rede de saúde e a oferta imediata de vacinação de contenção para as pessoas que estejam em um raio de 50 km do local onde tenham sido registrados casos da doença.

-> Para quem desconhece sobre a doença, a febre amarela é causada por um vírus encontrado em regiões rurais, silvestres e de mata, transmitida pelos mosquitos Haemagogus, Sabethes, mas também pode ser espalhada pelo Aedes Aegypti, tem levado muitas pessoas para filas à procura da vacina.

“Estamos em um momento grave, que precisa ser encarado com toda a seriedade que o problema exige. Por isso, é tão importante termos uma liderança transparente, que mostre que as medidas necessárias estejam sendo feitas. Ainda não sabemos, ao certo, quantas pessoas já foram vacinadas e quantas vacinas ainda temos disponíveis, o que é bem preocupante”, diz o médico infectologista.

O alerta é que as crianças a partir dos nove meses e pessoas até 60 anos de idade que moram ou que vão viajar para regiões de risco, pelo menos 10 dias antes da viagem, devem ser vacinados. Já os pacientes em tratamento de quimioterapia, que estejam sendo medicados com cortisona, infectados pelo HIV não controlado (sem imunidade) e alérgicos à proteína do ovo da galinha não devem ser vacinados.

Por causa do surto, a vacinação é essencial, já que 40% a 50% dos infectados evoluem para quadros mais graves, quando há inflamação dos vasos sanguíneos capilares de todo o organismo, sangramento pela gengiva, pela pele ou pelo intestino, hemorragia pelo pulmão ou fígado, falta de ar e pele amarelada, podendo levar ao óbito.

Saiba mais sobre a doença:

O ciclo epidemiológico e áreas de indicação para vacinação:

Imagem 01 e 02: O ciclo da doença e Áreas de recomendação de Vacinação. Via http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/informacoes-tecnicas-febreamarela

Consideram-se como potenciais fatores de risco para reurbanização da febre amarela no Brasil:

  • Expansão territorial da infestação do Aedes aegypti, já detectado em todas as Unidades Federadas;
  • Áreas infestadas por Aedes aegypti Aedes albopictus superpostas a áreas de circulação do vírus amarílico;
  • Áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti próximas de áreas de risco para febre amarela silvestre;
  • Intenso processo migratório rural-urbano, levando à possibilidade de importação do vírus amarílico dos ambientes silvestres para os urbanos;
  • Áreas de circulação do vírus amarílico com baixas coberturas vacinais.

Incubação:

– O período de incubação no homem: 3 a 6 dias, podendo se estender até 15 dias.
– A viremia humana dura no máximo 7 dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

Sintomas:

15894575_1468111946540750_4252031460439374195_n.pngImagem 03: Sobre os sintomas. Via Ministério da Saúde.

– Período de infecção – dura cerca de 3 dias, tem início súbito e sintomas inespecíficos como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos.

– Remissão – ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas, no máximo um a dois dias.

– Período toxêmico – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Instala-se quadro de insuficiência hepatorrenal caracterizado por icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhado de manifestações hemorrágicas: gengivorragia, epistaxe, otorragia, hematêmese, melena, hematúria, sangramentos em locais de punção venosa e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor, com evolução para coma e morte. O pulso torna-se mais lento, apesar da temperatura elevada. Essa dissociação pulsotemperatura é conhecida como sinal de Faget.

Tratamento:

É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.

Via http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/27/guia-vigilancia-saude-linkado-27-11-14.pdf

Então, procurem seus médicos e pediatras para melhor orientação sobre a vacinação para não correr riscos mediante a esta situação.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
Site: www.hpev.com.br
Facebook: www.facebook.com/ComplexoHospitalarEV
Twitter: www.twitter.com/Hospital_EV
YouTube: www.youtube.com/user/HospitalEV

Com carinho,
Ná Pironato.

Desfralde: Qual o momento certo?

 

Hoje, trago um assunto delicado que merece uma atenção especial que é sobre o DESFRALDE. Eu, Nathália, acredito que cada criança tem o seu tempo, embora há aquela ansiedade quando chega-se aos 2 anos, a busca de sinais ou identificação deles, ainda mais quando a criança está na escola e tem-se como plano, na maioria delas, de desfraldar em conjunto com os pais no Grupo 2.

Assim, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos junto a pediatra Ana Paula Sakamoto, nos trazem algumas informações sobre esta delicada etapa em que todos os pequenos irão passar.

“No verão, o desfralde é mais fácil, porque a família está presente no dia a dia da criança, devido às férias. Além disso, o uso de roupas mais leves facilita muito. Os pais, no entanto, devem saber a melhor oportunidade para não causar traumas e frustrações. Também não aconselho retirar a fralda muito antes dos dois anos de idade, pois a criança pode ainda não estar preparada”, ressalta a médica.

Por aqui, o Luís Octávio nos deu sinais com 1 ano e 10 meses, mas não havia o interesse em querer ir para o ‘penico’ ou redutor de assento, como mãe de primeira viagem, eu já estava com tudo pronto – comprei com o enxoval todos os itens (risos), com esses alertas, deixei no banheiro – como quem não queria nada – já que, como na maioria das famílias, somos acompanhadas até neste momento, eu perguntava se ele queria, caso afirmativo, eu tirava a fralda e ele sentava, mas não fazia nada. Fui levando… sem forçar.

O desfralde da criança é um momento muito delicado para nós pais também, é fundamental avaliar o momento exato para que não haja problemas e frustações de ambos os lados. Além, do pediatra dele nos orientar, comentando o mesmo que a Dra. Ana Paula Sakamoto, vale salientar que se o desfralde é feito em um momento inadequado, ele pode: “gerar transtornos psicológicos e emocionais, como insegurança, ansiedade, choro intenso, ou problemas clínicos, como infecções urinárias, prisão de ventre, medo de evacuar ou a chamada enurese noturna, quando a criança tem mais de cinco anos e ainda faz xixi na cama diariamente ou mais de uma vez por noite”.

Com os dias passando, chegamos nos 2 anos e 2 meses e percebemos que a fralda noturna estava seca pela manhã, podendo ser outro fator que alertasse o desfralde, até que começamos encontrar a fralda caída no chão e ele sem na cama. Passei a monitorar a noite só com a cueca e… de repente, em alguns dias, lá estava feito o desfralde noturno, quase no inverno, para o nosso espanto.

Ainda faltava o diurno, confesso que estava aflita e insegura, comprei um ‘Potty Training 3 em 1’ importado, com escadinha para ver se ficava mais convidativo – táticas de mãe (risos) – para a nossa surpresa, ele, que continuava a me acompanhar ao banheiro, começou a avisar o que queria fazer, tirava a fralda sozinha – o senhor independência! (risos) – e em menos de 15 dias tínhamos o desfralde diurno concluído com sucesso também. Procurava utilizar de roupas práticas caso tivesse algum ‘acidente’, acredito que tivemos dois escapes de xixi no caminho do banheiro e nenhum de coco! Ufa!

potty-trainingImagem 01: As três fases que o produto possibilita desde o início do desfralde – quando comprei, foi pelo eBay, hoje temos o da marca LOVE aqui no Brasil ou os que são somente com escadinha. Via Mercado Livre.

Então, vale a listinha da pediatra com as dicas, resumindo as explicações, abaixo:

– Repare se a criança se queixa quando está com a fralda suja e se avisa quando vai fazer necessidades – é um indício para o começo do desfralde.
->  observar estes momentos e analisar junto aos outros sinais!

– Dê início ao desfralde no período diurno, tirando a fralda noturna apenas quando perceber que a criança acorda quase sempre seca. Diminua a ingestão de líquidos e a leve ao banheiro antes de dormir.
-> se após muitos dias acordar com a fralda seca, é um sinal!

– Pergunte, de hora em hora, se a criança quer ir ao banheiro. Vai chegar um momento em que ela mesma avisará quando precisar.
-> procurar sempre uma periodicidade!

– Encoraje e comemore o sucesso e a iniciativa da criança.
-> vibre com ela, é uma conquista, facilita muito o processo este tipo de incentivo!

– Tenha paciência. O tempo de desfralde varia entre poucos dias ou mais de um mês. Em caso de escapadas, não brigue. Protetores impermeáveis de colchão ajudam a mantê-los secos e conservados durante a noite.
-> quando tiver escape, tentar não mostrar desapontamento, peça para a criança ir ajudar,                       fazendo da limpeza, algo que pode acontecer e que não tem problema nenhum!

– O processo deve ser divertido. Vale brincar com bonequinhos, cantar musiquinhas ou decorar o penico com adesivos.
-> a ideia de utilizar de paineis para colagem divertida de cada xixi e cada coco feito, pode ser                 algo a se pensar para deixar o momento mais natural e divertido!

conversa-de-mae-bbdu                                        Imagem 02: Mural das Conquistas em imã, por BBDU. Via BBDU.

– Prefira penico ou adaptador de assento com apoio para os pés, favorecendo, assim, a prensa abdominal – posição que estimula a evacuação.
-> escolhi este modelo com a escada, pois inclina a posição das pernas e faz o ângulo mais perto do ideal para a melhor evacuação.

– Para as crianças mais independentes, que querem fazer as tarefas sozinhas, ensine-as a dar descarga, mas fique atento à higiene para evitar possíveis infecções, principalmente, nas meninas.
-> sempre fazer o circuito de fazer o xixi/coco, limpeza (de frente para trás nas meninas e nos meninos, enxugar a pontinha do ‘pipi’), dar ‘tchau’, abaixar a tampa, dar descarga e depois lavar/enxugar as mãos!

– Utilize calcinhas e cuecas sempre de algodão e mais largas, que facilitam a criança a retirá-la sozinha.
-> as mais confortáveis possível e vale também a ideia de ter as calcinhas ou cuecas de treinamento nesta fase!

cueca-desfralde                                                                                                                                                                                                                        Imagem 03: Cueca de treinamento, da Green Sprouts. Via Lojas Americanas.

– Envolva todos que convivem com a criança – seja em casa ou na escola – para dar maior segurança no processo.
-> é importante este envolvimento conjunto!

E por último, mas de extrema importância, é não realizar o processo de desfralde em situações marcantes na vida da criança, como o nascimento de um irmão ou irmã, separação dos pais ou mudança de casa ou de escola.

“Fases delicadas que causam estresse são fatores que impactam a adaptação e dificultam o processo”, explica a pediatra.

 

Abaixo selecionei alguns produtos disponíveis no mercado:

    Imagem 04 e 05: Mictório Sapinho e outras opções de penicos/redutores que estão no mercado.                                                                        Via Mercado Livre e Blog RoLú.

Como comentei nossa experiência acima, por aqui foi super no tempo do pequeno, sem pressão, ansiedade – leve rs – e… rápido demais! Brincamos que não sabemos o que é esta fase, pois ele, praticamente, fez tudo sozinho e que agora estamos ansiosos para saber como vai ser com a Ana Júlia, já que ela diz quando tem xixi ou coco desde 1 ano e 2 meses, mas nem se interessa em ir para o ‘penico’, só quer saber de tirar a fralda nestes últimos tempos e tem acordado sequinha.

Espero que ajude a diminuir a ansiedade e tornar disso, uma experiência incrível!

Com carinho,
Ná Pironato.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
Site: www.hpev.com.br
Facebook: www.facebook.com/ComplexoHospitalarEV
Twitter: www.twitter.com/Hospital_EV
YouTube: www.youtube.com/user/HospitalEV

Dr. Tira Manchas e LG: Dicas e truques essenciais

Em novembro, estive representando a Tati, do @blogtripbaby (www.tripbaby.com.br), no evento que a LG do Brasil promoveu com o Vladimir Valério que é especialista têxtil e embaixador do segmento de lava & seca da LG Electronics do Brasil, mais conhecido como Dr. Tira Manchas e lá, nos ensinou alguns dos seus incríveis truques ao vivo, além de serem diferentes, são super práticos e rápidos para a remoção das manchas que fazem parte do nosso cotidiano, inclusive aquelas mais difíceis, sem causar nenhum dano às roupas.

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Imagens 1: Os mimos que recebemos: 3 sacos para lavagem e 1 ‘copinho’ que foi desenvolvido para dosar os tipos de sabão que temos no mercado.

Como boa cuidadora do lar e cheia de criatividade misturada com pesquisas, fiquei lisonjeada em participar, pois além de termos esta aula de cuidados com as manchas e roupas, a LG do Brasil também nos concedeu a oportunidade de conhecer um pouquinho mais sobre a máquina LAVA e SECA Top Gun Inverter, com capacidade de 14kg, que conta com seis movimentos diferentes de lavagem (compressão, tombamento, oscilação, fricção, agitação e rotação) em 12 programas, com 13 ciclos extras.

Devo confessar que possuo a LG Elf Lava e Seca 11kg, também Front Load, 9 programas e 1200rpm de velocidade de centrifugação, não danifica as roupas e ainda tem um sensor que dosa a quantidade de água e sabão, ocupa pouco espaço e possui selo de economia de energia (verdadeiro, principalmente na secagem!). Nem preciso dizer que desde 2011, temos um caso de parceria e amor juntas, né? Super indico, foi nosso melhor investimento!!!! E agora, com esse lançamento, já valeu a DICA para o marido quando formos renovar a nossa!

Imagens 2 e 3: A minha queridinha de 11kg e a novidade da LG Top Gun Inverter, via site oficial da LG.

Assim, o Dr. Tira Manchas nos ensinou as famosas ‘misturas’ dos ingredientes que removem as manchas e depois é só lavar e secar normalmente na máquina. Seguem algumas ‘receitinhas mágicas’ super bacanas:

Catchup
1 colher de sopa de sabão em pó
1 colher de sopa de lustra-móveis
2 colheres de sopa de água sanitária

Batom
1 colher de sopa de removedor
1 colher de sopa de lustra-móveis
3 colheres de sopa de limpeza pesada

Graxa
1 colher de sopa de sabão em pó
1 colher de sopa de lustra-móveis
1 colher de sopa de limpeza pesada

Shoyu
1ª fase: limpa vidros
2ª fase: 1 colher de sopa de sabão em pó + 3 colheres de sopa de água sanitária

Manga
1 colher de sopa de sabão em pó
1 colher de sopa de água
3 colheres de sopa de água oxigenada

Tinta de caneta
3 colheres de sopa de lustra-móveis
1 e ½ colher de sopa de removedor
1 colher de sopa de detergente incolor

Vinho
1 colher de sopa de sabão em pó
1 colher de sopa de água
5 colheres de sopa de limpeza pesada
5 colheres de sopa de água sanitária

E você, o que achou dessas dicas e truques? Se tiverem alguma outra, compartilhe conosco!

Com carinho,

Ná Pironato.

Depois do Pós-Parto: Cuidados com a Nova Mãe no ‘DÉCIMO MÊS’

Durante a gravidez ou no pós-parto, tanto em um momento quanto no outro, as muitas biografias lidas sobre ‘ser mãe’, ‘nova mãe’, ‘bebês recém’nascidos’, ‘os primeiros cuidados’, entre outros, não se valem completamente se você não estiver ligada a uma rede de apoio super bacana, que contenha além de informações, um contato mais próximo. A chegada de um filho muda completamente as nossas vidas!

O motivo de ter essa rede, seria para conectar as pessoas de maneira mais dinâmica para consigam atingir e ajudar umas as outras a passar por esta fase turbulenta do décimo mês. Importando muito o olhar para a saúde mental e emocional desta nova mãe que necessita de cuidados extra físicos, além do olhar da maioria estar voltado ao novo membro.

Assim, o site DÉCIMO MÊS (www.decimomes.com.br) é onde pude encontrar algumas dicas super interessantes e práticas para tal apoio, oferecido pela BEPANTOL BABY com o objetivo de estimular, conscientizar e ajudar estas novas mães para transpor esta fase dos novos desafios com a chegada do bebê com diálogos práticos. Também, conta com artigos, textos e reflexões sobre o pós-parto.

A BEPANTOL preparou uma lista super bacana sugerindo dicas para colaborar com esta rede de apoio:

1 – Visitas: com a notícia do nascimento do bebê, acaba gerando muita alegria e curiosidade, assim muito amigos e familiares querem conhecer o recém-chegado e parabenizar os papais. Além de ser um momento muito especial para a família, o visitante deve lembrar-se que a mãe está se adaptando à nova rotina com o recém-nascido. Vale aquela ligação antes para se certificar da boa hora da visita, além da recomendação não permanecer por muito tempo no local, seja na maternidade ou na casa.

2 – Descanso: o descanso é primordial para a mãe, o incentivo dos familiares para ela se deitar com o bebê é super importante para o descanso do corpo e relaxamento da nova mãe. 

3 – Na madrugada: Muitos bebês recém-nascidos têm horários para mamar durante a madrugada, seja de hora em hora ou a cada algumas horas. Assim, podendo ser uma oportunidade do pai participar, seja para buscá-lo no berço, fazê-lo arrotar ou trocando a fralda.

4 – Tarefas domésticas: No pós-parto, a mulher tem de se dedicar exclusivamente ao bebê, que necessita muito de seus cuidados e o contato de mãe. Por isso, o pai e toda a rede de apoio, como familiares e amigos, podem ficar responsáveis pelas tarefas domésticas, como cozinhar, lavar roupa, arrumar a casa, fazer compras, entre outras tarefas.

5 – Alimentação: É de suma importância a alimentação balanceada e a ingestão de muita água para a produção de leite durante a amamentação. Portanto, incentive a alimentação na medida!

6 – Respeite o espaço entre mãe e bebê: nos primeiros meses, o vínculo emocional está sendo criado entre a mãe e bebê ainda estão conhecendo um ao outro, criando vínculo emocional. Este tempo e espaço é necessário para ambos.

7 – Apoio emocional – Após o nascimento do bebê, a mulher experimenta diversos sentimentos ao mesmo tempo, como felicidade e tristeza, euforia e choro, entre outros. Os “baby blues”, que é considerada uma fase normal e comum em razão de todas as mudanças hormonais. Neste ponto, o companheiro, família e amigos podem ajudar oferecendo carinho e apoio. Vale a percepção sob ao menor sinal de que essas reações estão prolongadas, afetando a relação com o bebê e abalando seu emocional, deve-se procurar ajuda profissional para investigar uma possível depressão pós-parto.

Portanto, a Bepantol®Baby  disponibiliza no site www.decimomes.com.br o suporte e cuidado que estas novas mamães tanto necessitam após a chegada do bebê, com um conteúdo super bacana voltado exclusivamente para esta fase, acreditando que seria mais uma maneira de ajudá-las a vivenciar esse momento de forma leve.

Imagens Pessoais: Ainda no hospital com a Ana Júlia e nos primeiros dias em casa no revezamento com o papai e vovós.

Se vocês está passando por esta fase, compartilhe conosco, vamos adorar saber e ajudar também.

Com carinho, 

Ná Pironato.

Nostalgia: Meus filhos brincando com meus brinquedos

E já estamos em Outubro, este ano passou super rápido! Lembro-me quando pequena que quando chegava este mês, era só alegria: já que era o Dia das Crianças, logo meu Aniversário em Novembro e depois o Natal, eita época boa de ganhar 3 presentes! (risos)

A comemoração do Dia das Crianças, na Semana da Criança, me fez relembrar os brinquedos que tinha, alguns que ainda tenho guardado e que guardei para quando tivesse um filho (acreditem!) na casa da minha mãe.

Agora com a Ana Júlia e seus 1 ano e 7 meses, já pude apresentar minhas bonecas – embora tenha ganhado uma nova no seu aniversário de 1 aninho que eu guardei -, pensem que não é qualquer boneca e sim a coleção que tinha da ESTRELA, da linha MEU BEBÊ. Ela já entende que é um ‘nenê’, só não consegue carregar por muito tempo devido ao tamanho, mas coloca a boneca no triciclo, leva para passear e também para dar o ‘papá’. Não poderia deixar de comentar da ROCKITA, ela dançava e tinha um rádio na cintura, era minha outra boneca predileta, mas que inspira cuidados pelo mecanismo.

Imagens 1 e 2: Boneca Meu Bebê dos dias atuais. Via Estrela.com.br; Boneca Rockita, dançava conforme a música do rádio. Via SiriBrinquedos.com.br.

Já para  o Luís Octávio, pude apresentar o Banco Imobiliário – mas depois que descobriu o da tia dele com a máquina de cartão, já esqueceu o meu (risos) – e o Aquaplay Rosa da Disney que também estava guardado – embora com vazamento já, valeu a intenção (risos) – ah, e o Cara a Cara que ele adora! Como não deu para guardar a Super Massa, compramos a nova e ele ama brincar de faz-de-conta com suas comidinhas, assim, fazendo o maior sucesso por aqui!

Imagens 3,4, 5, 6, 7 e 8: Banco Imobiliário das antigas. Via Blog Túnel do Tempo; Ele já com a modernidade da máquina de cartão de crédito. Via Estrela.com.br; Aquaplay Rosa era o predileto, dentre os outros lá em casa. Via JustLia. E ele nos dias atuais. Via Estrela.com.br; O Cara a Cara que adorava. Via Resumo da Net. E o atual. Via Estrela.com.br; O Dr. Opera Tudo era a sensação entre os meus amigos. Via Propagandas Históricas. E a Super Massa atual com logo reformulado. Via Estrela.com.br.

É muito nostálgico ver meus filhos brincando com estes brinquedos também, me deixa o gostinho da minha infância que não foi de estar junto aos eletrônicos, com vídeo games e afins – embora eu e a minha irmã adorávamos ver desenhos na TV – mas sim a combinação destas brincadeiras com o quintal da casa da minha vó, onde eu tinha caixas de papelão com desenho de fogão, gelo seco e grama nas panelas que ela me emprestava, uma barraca que meu avô montava no gramado com  pedaços de madeira e lençóis em cima. Ah! Quantos momentos bons!

Me lembrei de mais alguns que tinha, mas não os guardei, foi passando de primo para primo e se perderam, mas vale a lembrança e ver que meu pequeno quis o Pula-Pirata e o Pula-Macaco:

Imagens 9, 10, 11, 12 e 13: Pula Pirata antigo e o novo. Via Resumo da Net e Estrela.com.br; Classic Games era sucesso nos finais de semana com os meus tios junto a gente. Via Sortimento.com.br; Morcegos Equilibristas me lembra quando o pórtico quebrou de tanto brincar, colamos com ‘durex’ e o morcego caía (risos). Via Segunda Infância; E por fim, a batedeira que ainda tinha o liquidificador que se destacavam nas brincadeiras de casinha. Via Casa Universal.

Espero que tenham gostado de relembrar um pouco conosco dos anos 80 e 90 com alguns brinquedos que faziam a festa entre as crianças.

Este post faz parte da blogagem coletiva Mães Amigas e Blogueiras. Quer ler mais sobre esse assunto tão legal, é só visitar os blogs:

Mãe Literatura

da Vi e do Gui

TripBaby

Vida de Mamãe Arquiteta

Com carinho,
Ná Pironato.

Dermatite Atópica: A gente vê por aqui!

Hoje, venho com o assunto que convivemos desde os 5 meses da nossa pequena, a dermatite atópica ou eczema atópico e tenho sido bastante procurada com dúvidas no IG. A Ana Júlia passou a apresentar manchas avermelhadas, que descamavam no ano passado, logo no início do inverno, pensamos que fosse um fato isolado por causa do ar seco e do frio, mas acabou se alongando por dois longos meses, voltando isoladamente no calor excessivo e desde julho deste ano, está novamente em crises que vem e vão.

Para vocês entenderem um pouco, vou tentar explicar sucintamente, como o pediatra dos pequenos nos orientou desde o início e nos acompanha desde então.

Este tipo de dermatite é uma doença inflamatória crônica da pele que apresenta uma evolução cíclica com períodos de melhora e piora. Não se sabe a real causa, há exames que podem ser feitos, mas que só têm resultados certeiros após os 24 meses, com teste alérgico de pele e sangue. Somos uma família de alérgicos, rinites alérgicas, picadas de insetos e alguns alimentos, então, aumentam nossas chances de ter alguma associação. Que herança! rs

Muitas vezes é confundida com micose, psoríase ou alguma outra dermatite, as de contato, mas esta não é contagiosa. A manifestação deste eczema atópico caracteriza-se por manchas na pele, avermelhadas, que muitas vezes descamam, apresentam pequenas ‘bolinhas’ salientes e que coçam bastante, causando maiores lesões ainda. É comum iniciar-se no primeiro ano de vida e tendem a desaparecer ao decorrer dos anos, sendo que nos bebês, a concentração sempre fica mais no rosto, pernas e braços, em épocas de crise em quase toda a superfície corporal, já quando mais velhos, aparecem nas juntas e pescoço.

definicao-do-eczema-atopico

 Fonte: Foundation Dermatite Atopique
Imagem 1: Definição ilustrada da dermatite.

três estágios da dermatite/eczema em questão:

– Fase infantil (3 meses a 2 anos de idade);
– Fase pré-puberal (2 a 12 anos de idade),
– Fase adulta (a partir de 12 anos de idade).

Ela é gradativa em relação ao avanço da idade, mas a pele de quem tem ou teve, sempre requer maiores cuidados por ser mais ressecada e que se irrita mais facilmente. Resumindo, ela tende a aparecer ou a entrar em crise quando há a exposição a certas substâncias ou a algumas condições, os fatores principais são:

– frio intenso;
– calor e transpiração;
– sabão de lavagem de roupa;
– hidratação deficitária da pele;
– poeira e poluição;
– roupas de tecido sintético;
– temperatura e tempo de banho;
– baixa umidade do ar;
– caráter emocional,
– alguns alimentos que desencadeiem a crise.

Vale ressaltar que os fatores variam de pessoa para pessoa: enquanto para alguns há fatores que desencadeiam mais facilmente a crise para outros não. Mesmo a Ana Júlia apresentando alergia a banana, a dermatite dela não está diretamente relacionada ao alimento (temos que esperar até os 24 meses para saber isso também), já que os casos mais graves acabam surgindo até este período e nos estudos já realizados para pacientes adultos, a presença da alergia alimentar relacionada a dermatite acaba sendo rara.  Enquanto isso, a banana está suspensa, o mamão já foi reintroduzido e não apresentou nenhuma reação.

Conforme orientação do pediatra, o que devemos fazer para controlar a dermatite atópica é tentar evitar ou reduzir a exposição aos fatores desencadeantes e tratar quando estivermos diante das crises agudas. Sendo assim, mesmo com a melhora da aparência da pele da Ana Júlia, nunca deixamos de utilizar o sabonete líquido indicado e sem fragrância, banho morno para frio e rápido, utilizamos o creme e loção hidratante ideal para a pele dela, costumamos fazer a Shantala (massagem) duas vezes ao dia (uma com creme e outra com loção), durante as crises passamos quatro vezes o creme nela e ainda com a pele úmida, fora a pomada que controla a coceira, ministrada junto a antialérgico.

Por aqui, quando em crise, as costas e o rosto da Ana Júlia são os mais atingidos, isso quando a parte íntima não é alvo também por causa da fralda (passamos a intercalar com a Ecofraldas de pano), tomamos o máximo de cuidado para diminuir os riscos de piora e deixar suscetível a ter alguns tipos de infecções bacterianas, fúngicas ou virais da pele.

Fonte: babycenter.com.br 
Imagem 2 e 3: Aparência da dermatite na fase crítica.

Com certeza, vocês devem estar pensando que temos de dois a quatro banhos por dia por aqui, certo? É mais ou menos isso, mas como são rápidos, brincamos que ela toma banho de gato! (risos) O capricho da higiene vai para os pés, mãos e parte íntima. Ah! E as unhas sempre curtas! Praticamente, uma operação de guerra contra a crise! (risos)

Além dos cuidados acima, utilizamos uma toalha super macia para secá-la, sempre observamos se a pele dela está respondendo bem aos produtos, pois há casos que pode haver piora das lesões e temos que mudar de marca e componentes. Evitamos ambientes muito quentes, no inverno a agasalhamos enquanto estamos ao relento, mas assim que estamos abrigados, já retiramos o agasalho para evitar o suor e utilizamos umidificadores dentro de casa, independente da estação do ano.

A lavagem das roupas é feita com sabão neutro, evitamos os amaciantes e a limpeza da casa também requer cuidados, assim como o uso de tapetes, cobertores e cortinas que são alvos de ácaros e lavamos a cada 10 dias.

Espero que tenha conseguido esclarecer um pouco sobre esta dermatite e que quem tiver experiências com ela, que deixe seu comentário para compartilhar com outras mamães além de mim. Embora haja esta interação, consulte sempre seu pediatra!

Deixo também alguns materiais que fizeram parte da minha pesquisa na internet depois do diagnóstico:

Associação de Apoio a Dermatite Atópica
Informações básicas e compreensão – http://www.aada.org.br/pdf/AADA-Compreendendo.pdf / http://www.aada.org.br/pdf/infobasicas-2014-aada%20(download).pdf / http://www.aada.org.br/pdf/AADA-alimentacao.pdf

Matéria no Canal M de Mulher
http://mdemulher.abril.com.br/familia/saude/criancas-com-dermatite-atopica-como-controlar-os-sintomas

Matéria no Canal M de Saúde
http://www.mdsaude.com/2014/05/dermatite-atopica.html

Canal da Pediatria Descomplicada
https://pediatriadescomplicada.com/2014/12/29/dermatite-atopica-o-que-voce-precisa-saber/

Com carinho,

Beijos,
Nathália Pironato.