Febre Amarela: um novo alerta!

Já está nos noticiários sobre o novo surto da Febre Amarela, o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman, nos dá dicas e algumas informações importantes sobre esta doença que já fora extinta do país, preocupando autoridades, médicos e a população. O controle da doença é fundamental com medidas eficazes fornecidas pelo governo.

“Caso contrário, é possível que tenhamos uma quarta epidemia no País”, afirma o médico ao se referir aos casos de dengue, chikungunya e zika.

 

Já temos 180 casos confirmados de febre amarela no Brasil, com a constatação de 65 mortes – maior marca registrada desde 1980, vale salientar que as estatísticas podem ser ainda mais alarmantes, pois há 751 casos em investigação. E o especialista ressalta que para reverter este cenário é fundamental a realização de um diagnóstico precoce em toda a rede de saúde e a oferta imediata de vacinação de contenção para as pessoas que estejam em um raio de 50 km do local onde tenham sido registrados casos da doença.

-> Para quem desconhece sobre a doença, a febre amarela é causada por um vírus encontrado em regiões rurais, silvestres e de mata, transmitida pelos mosquitos Haemagogus, Sabethes, mas também pode ser espalhada pelo Aedes Aegypti, tem levado muitas pessoas para filas à procura da vacina.

“Estamos em um momento grave, que precisa ser encarado com toda a seriedade que o problema exige. Por isso, é tão importante termos uma liderança transparente, que mostre que as medidas necessárias estejam sendo feitas. Ainda não sabemos, ao certo, quantas pessoas já foram vacinadas e quantas vacinas ainda temos disponíveis, o que é bem preocupante”, diz o médico infectologista.

O alerta é que as crianças a partir dos nove meses e pessoas até 60 anos de idade que moram ou que vão viajar para regiões de risco, pelo menos 10 dias antes da viagem, devem ser vacinados. Já os pacientes em tratamento de quimioterapia, que estejam sendo medicados com cortisona, infectados pelo HIV não controlado (sem imunidade) e alérgicos à proteína do ovo da galinha não devem ser vacinados.

Por causa do surto, a vacinação é essencial, já que 40% a 50% dos infectados evoluem para quadros mais graves, quando há inflamação dos vasos sanguíneos capilares de todo o organismo, sangramento pela gengiva, pela pele ou pelo intestino, hemorragia pelo pulmão ou fígado, falta de ar e pele amarelada, podendo levar ao óbito.

Saiba mais sobre a doença:

O ciclo epidemiológico e áreas de indicação para vacinação:

Imagem 01 e 02: O ciclo da doença e Áreas de recomendação de Vacinação. Via http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/informacoes-tecnicas-febreamarela

Consideram-se como potenciais fatores de risco para reurbanização da febre amarela no Brasil:

  • Expansão territorial da infestação do Aedes aegypti, já detectado em todas as Unidades Federadas;
  • Áreas infestadas por Aedes aegypti Aedes albopictus superpostas a áreas de circulação do vírus amarílico;
  • Áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti próximas de áreas de risco para febre amarela silvestre;
  • Intenso processo migratório rural-urbano, levando à possibilidade de importação do vírus amarílico dos ambientes silvestres para os urbanos;
  • Áreas de circulação do vírus amarílico com baixas coberturas vacinais.

Incubação:

– O período de incubação no homem: 3 a 6 dias, podendo se estender até 15 dias.
– A viremia humana dura no máximo 7 dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

Sintomas:

15894575_1468111946540750_4252031460439374195_n.pngImagem 03: Sobre os sintomas. Via Ministério da Saúde.

– Período de infecção – dura cerca de 3 dias, tem início súbito e sintomas inespecíficos como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos.

– Remissão – ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas, no máximo um a dois dias.

– Período toxêmico – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Instala-se quadro de insuficiência hepatorrenal caracterizado por icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhado de manifestações hemorrágicas: gengivorragia, epistaxe, otorragia, hematêmese, melena, hematúria, sangramentos em locais de punção venosa e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor, com evolução para coma e morte. O pulso torna-se mais lento, apesar da temperatura elevada. Essa dissociação pulsotemperatura é conhecida como sinal de Faget.

Tratamento:

É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.

Via http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/27/guia-vigilancia-saude-linkado-27-11-14.pdf

Então, procurem seus médicos e pediatras para melhor orientação sobre a vacinação para não correr riscos mediante a esta situação.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
Site: www.hpev.com.br
Facebook: www.facebook.com/ComplexoHospitalarEV
Twitter: www.twitter.com/Hospital_EV
YouTube: www.youtube.com/user/HospitalEV

Com carinho,
Ná Pironato.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s